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terça-feira, 25 de agosto de 2026 · Horário de Zhuhai
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Macau define plano até 2030 para integrar Hengqin e diversificar economia

Governo de Macau publica novo planejamento quinquenal com metas claras para a Zona de Cooperação Profunda, incluindo metrô integrado e campus universitário.

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Macau define plano até 2030 para integrar Hengqin e diversificar economia

O governo da Região Administrativa Especial de Macau divulgou oficialmente, no dia 18 de agosto, o Terceiro Plano Quinquenal de Desenvolvimento Econômico e Social (2026-2030). O documento, conhecido como “Plano 3-5”, coloca a construção de alta qualidade da Zona de Cooperação Profunda Guangdong-Macau em Hengqin como a chave para diversificar a economia local. A publicação estabelece um cronograma detalhado e tarefas específicas para promover a integração entre as duas margens da fronteira.

Durante coletiva de imprensa, o Chefe do Executivo de Macau, Cen Haohui (岑浩辉), destacou que aprofundar a integração entre Macau e Hengqin é uma das quatro grandes prioridades para os próximos cinco anos. Ele enfatizou a necessidade de fortalecer a conexão física por meio de infraestrutura e a conexão institucional por meio de regras compatíveis, com foco em tecnologia e educação. O objetivo é criar projetos emblemáticos que sirvam de plataforma para a indústria e promovam a fusão profunda em áreas como saúde e previdência.

No campo dos transportes, o plano prevê estudos para conectar operacionalmente o Metrô Leve de Macau à Linha L1 do Metrô Leve de Hengqin. Essa ligação integraria pontos estratégicos como a Fronteira de Hengqin, o complexo residencial “Novo Bairro de Macau” e a Estação Ferroviária de Alta Velocidade de Hengqin. Também está prevista a reserva de espaço para depósito e manutenção dos trens de Macau em território de Hengqin. Outras iniciativas incluem a pesquisa de novas rotas entre a Ilha Financeira de Hengqin e a Península de Macau ou Taipa, além da participação no planejamento da ferrovia de alta velocidade Guangzhou-Zhuhai (Macau).

A educação superior será um dos pilares da integração física. A Cidade Internacional de Educação de Macau-Hengqin seguirá um princípio de layout unificado e será desenvolvida em três fases. Em 2026, começa a operação acadêmica da primeira fase. Em 2028, o campus da Universidade de Macau em Hengqin entrará em operação experimental. Até 2030, a construção principal dos campi da Universidade Politécnica de Macau e da Universidade de Turismo de Macau em Hengqin deverá estar basicamente concluída, abrindo espaço para outras instituições de ensino macaenses.

A logística também ganha impulso com a aceleração da construção do terminal de carga antecipado do Aeroporto Internacional de Macau em Hengqin. Com previsão de entrada em operação no primeiro semestre de 2027, a estrutura terá capacidade final de processar 300 mil toneladas anuais, trazendo para Hengqin funções de inspeção de segurança e paletização. Paralelamente, o Parque Industrial de Inovação Macau-Hengqin deve concluir a aceitação da sua primeira fase em breve, oferecendo espaços exclusivos para empresas de Macau, enquanto a segunda fase avança para suportar modelos de “registro em Macau e produção em Hengqin”.

Para facilitar a circulação de pessoas e mercadorias, o plano propõe a expansão do modo de inspeção “sem apresentação de documentos”, criando um ambiente de travessia mais fluido. No comércio, busca-se inovar os modelos de inspeção de alimentos, facilitando a exportação para Macau de produtos com selos de “fabricado em Macau”, “supervisionado em Macau” ou “desenhado em Macau”. A meta é reduzir a frequência de inspeções através de listas brancas para empresas específicas e do regime de “inspeção única nas duas localidades”.

Economicamente, a meta é ambiciosa: até 2030, a soma do valor agregado das cinco indústrias características — turismo, conferências e comércio; medicina tradicional chinesa e saúde; finanças especiais; pesquisa tecnológica; e manufatura de alta tecnologia — deve representar 65% ou mais do Produto Interno Bruto regional. O plano também explora mecanismos de compartilhamento de receitas entre Guangdong e Macau, visando um desenvolvimento sustentável onde os benefícios sejam divididos conforme o crescimento ocorre.

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Com informações de zhuhai.gov.cn

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