China estuda criar bolsa de valores de Macau em Hengqin
A iniciativa busca fortalecer o setor financeiro da região e integrar o território à economia do Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau.

A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) da China anunciou que vai estudar a possibilidade de construir a Bolsa de Valores de Macau em Hengqin, distrito de Zhuhai. A decisão atende a uma proposta apresentada ao Conselho Consultivo da Conferência Político-Consultiva do Povo (CPPCC) e reforça os laços financeiros entre o território e a cidade vizinha.
Hengqin é estrategicamente posicionada por estar ao lado de Macau, o que facilita a cooperação entre Guangdong e a região. Em fevereiro de 2019, o 'Plano de Desenvolvimento do Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau' foi aprovado, estabelecendo a meta de explorar um mercado de valores mobiliário em Macau com cotação e liquidação em renminbi, além de criar uma zona de demonstração para cooperação financeira transfronteiriça entre Macau e Zhuhai.
Atualmente, a região do Grande Baía já conta com duas grandes bolsas: a Bolsa de Valores de Hong Kong (HKEX) e a Bolsa de Valores de Shenzhen (SZSE). Para se diferenciar, Macau busca desenvolver um setor financeiro com características próprias, aproveitando sua proximidade geográfica e seu sistema legal distinto, no âmbito do princípio 'Um País, Dois Sistemas'.
A infraestrutura em Hengqin já está em fase avançada para suportar essa nova função. O Centro de Dados Público da Nova Área de Hengqin e a primeira fase do Centro de Supercomputação de Inteligência Artificial foram concluídos. Além disso, a rede de energia e comunicações está em constante melhoria, oferecendo suporte técnico para a operação de instituições financeiras.
A zona de cooperação profunda Guangdong-Macau em Hengqin já atraiu mais de 10 instituições financeiras de Macau, incluindo a filial de Hengqin do Banco Atlântico de Macau. Com mais de 5.000 empresas financeiras registradas na área, a base para a nova bolsa está sendo consolidada. Em novembro, especialistas em direito financeiro de Macau visitaram a Bolsa de Shenzhen para estudar regulamentações e alinhar as leis locais às práticas internacionais.
Chen Huaqiang, presidente da Associação de Pesquisa Jurídica de Macau, destacou que o desenvolvimento de serviços financeiros característicos de Macau requer a utilização das vantagens institucionais da zona de cooperação. A introdução de um sistema financeiro mais flexível e aberto é vista como essencial para atrair talentos especializados e facilitar o fluxo de capitais e investimentos.
Com informações de zhuhai.gov.cn
Macau define plano até 2030 para integrar Hengqin e diversificar economia
Novo plano quinquenal de Macau traça roteiro até 2030 para integrar Hengqin, com foco em transporte conectado, educação compartilhada e expansão industrial.
