Plataforma flutuante em Zhuhai colhe peixes no mar profundo com tecnologia de ondas
O 'Penghu Hao' usa energia renovável para criar um ambiente estável e produz pescado de alta qualidade resistindo a tufões fortes.

Nas águas próximas à ilha de Zhizhou (蜘洲岛), na região de Wanshan (万山海域), uma estrutura impressionante rompeu a superfície do mar na manhã de 25 de abril. Trata-se do Penghu Hao (澎湖号), a primeira plataforma chinesa semissubmersível que combina aquicultura, turismo e geração de energia por ondas. Ao subir cerca de 12 metros, o equipamento revelou um grande viveiro subaquático, marcando a colheita bem-sucedida de peixes cultivados em alto mar.
A tecnologia por trás desta operação é avançada. Com 66 metros de comprimento, 28 metros de largura e 16 metros de altura, a plataforma possui calado operacional de 12 metros. Ela utiliza um design semissubmersível que permite subir, descer e se deslocar rapidamente. O sistema integra geração de energia por ondas e solar, garantindo autonomia elétrica no meio do oceano. Equipamentos automatizados cuidam da alimentação, monitoramento dos cardumes e da qualidade da água, realizando uma verdadeira 'pastagem marinha' mecanizada e inteligente.
O ambiente de cultivo é vasto e privilegiado. A área principal de criação comporta 15 mil metros cúbicos de água, um volume que pode aumentar conforme a profundidade local. Diferente das gaiolas tradicionais, o Penghu Hao (澎湖号) opera em águas mais profundas, com correntes melhores e menor densidade de peixes. Segundo Wang Zhenpeng (王振鹏博士), pesquisador do Instituto de Energia de Guangzhou da Academia Chinesa de Ciências (中国科学院广州能源研究所海洋能研究室), isso equivale a oferecer uma 'mansão' aos peixes, resultando em carne mais firme e qualidade próxima à do pescado selvagem.
A segurança contra intempéries é outro diferencial crucial. Enquanto redes convencionais sofrem com tufões, a estrutura semissubmersível suporta ventos de força 16 ou 17, protegendo o cultivo e reduzindo riscos. Durante a colheita, pescadores locais como o senhor Lao Guo (老郭) retiraram as redes cheias de garoupas, pargos dourados e outros exemplares. Apenas nesta operação, foram pesados 4.214 jin (aproximadamente 2,1 toneladas) por volta das 10h da manhã. A produção já foi toda reservada por compradores de Hong Kong (香港客商), que valorizam a qualidade superior.
Este projeto impulsiona toda a economia local em Guishan (桂山镇). A presença do Penghu Hao (澎湖号) estimula a expansão da aquicultura em águas profundas na região. Atualmente, Guishan (桂山镇) conta com 394 gaiolas submarinas e uma área de cultivo de 226 hectares, envolvendo sete empresas líderes como Qiangsen (强森), Xinpingmao (新平茂) e Dalinyang (大麟洋). A produção anual da cidade supera 10 mil toneladas, gerando um valor de produção de 200 milhões de yuans.
O futuro da região de Hezhou (鹤洲新区(筹)) aposta na diversificação. A meta é transformar essas plataformas em complexos modernos que unem pesca, turismo e lazer. Já existem três plataformas de alto mar construídas, e o plano prevê a edificação de mais nove unidades inteligentes nos próximos dois anos. Além disso, há previsão para a construção de um ou dois grandes navios-fábrica de pesca inteligente. Até 2025, com todas as unidades operando, o volume de água para cultivo deve chegar a 350 mil metros cúbicos, com produção anual próxima de 1 bilhão de yuans.
A consolidação dessa tecnologia em Zhuhai (珠海) ganhou novo impulso com a assinatura de um acordo de licença exclusiva de patente entre o Grupo Gree de Zhuhai (珠海格力集团) e o Instituto de Energia de Guangzhou da Academia Chinesa de Ciências (中国科学院广州能源研究所). A parceria visa acelerar a aplicação local de tecnologias de geração de energia por ondas e aquicultura em alto mar. Espera-se que mais unidades como o Penghu Hao (澎湖号) apareçam nas águas do estuário do Rio Pearl (伶仃洋海域), expandindo a presença humana rumo ao oceano aberto.
Com informações de zhuhai.gov.cn
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